Os portugueses precisam de visto para o Egipto?
Sim. Os cidadãos portugueses precisam de visto para qualquer entrada turística no Egipto — o passaporte português não isenta de visto. A opção mais prática é o e-Visa: pedido online, prazo habitual de cinco a sete dias úteis, taxa de USD 25 (cerca de 23 € ao câmbio do cartão) para uma entrada simples com trinta dias de estadia. A variante de entradas múltiplas custa USD 60 e permite até noventa dias num período de validade de seis meses.
2026 é um ano particularmente interessante para visitar o Egipto. O Grande Museu Egípcio em Gizé abriu na íntegra após mais de vinte anos de obras, vários túmulos reais em Luxor foram restaurados e reabertos, e o roteiro clássico Cairo–Nilo–Mar Vermelho recuperou todo o seu apelo. A partir de Lisboa, o voo requer escala, mas as ligações via Doha e Istambul são frequentes e bem programadas.
Este guia explica as três formas de obter o visto do Egipto 2026, os casos especiais (autorização de residência, menores, Sinai), as ligações desde Portugal e os pontos altos do roteiro. Para conhecer melhor o destino antes de tratar do visto: guia de viagem Egipto.
Três vias para o visto do Egipto 2026
Para cidadãos portugueses existem três opções: o e-Visa antes da partida, o Visa on Arrival à chegada ou o processo consular para casos especiais. O e-Visa tem dois caminhos: diretamente no portal oficial egípcio ou através de um serviço de vistos em português. Os dois resultam no mesmo visto com a mesma taxa oficial.
1. e-Visa antes da partida. Diretamente no portal oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto: formulário em inglês, carregamento do passaporte e foto, pagamento em USD com cartão de crédito, prazo de cinco a sete dias úteis, confirmação em PDF. Ou através de um serviço de vistos em português: processo em português, sem formulários em inglês, verificação prévia dos dados do passaporte e datas de viagem, acompanhamento até à confirmação — com uma taxa de serviço adicional à taxa egípcia. Para famílias com vários pedidos ou quem tem pouca margem de tempo, esta segunda opção é a mais cómoda. Solicitar com uma a duas semanas de antecedência.
2. Visa on Arrival nos aeroportos do Cairo, Hurghada, Sharm el-Sheikh ou Luxor. Alternativa se o e-Visa não chegar a tempo. No balcão bancário mesmo antes do controlo de passaportes, o visto é adquirido por USD 25 em numerário — exclusivamente dólares americanos, valor exato, sem euros nem cartão nesse balcão. Em alta temporada podem formar-se filas.
3. Processo consular na Embaixada do Egipto em Lisboa. Para estadias superiores a trinta dias, visitas de negócios ou investigação, atividade jornalística ou cinematográfica e estadias de estudo. Requer marcação prévia, prazos mais longos e documentação adicional. Para o turismo padrão, o e-Visa ou o Visa on Arrival são suficientes.

Grande Museu Egípcio em Gizé: inaugurado completamente em 2024–2025, com a coleção íntegra de Tutancâmon junto às pirâmides — o maior motivo novo para visitar o Cairo em 2026.
LOOP / Shutterstock
Caso especial: a autorização gratuita do sul do Sinai
Para quem se limitar à região do sul do Sinai — Sharm el-Sheikh, Dahab, Nuweiba, Santa Catarina — existe uma norma específica. No aeroporto de Sharm é emitida para as nacionalidades habilitadas (Portugal incluído) uma autorização de entrada gratuita válida até quinze dias. Basta apresentar o passaporte e o bilhete de regresso; sem custo.
Esta autorização tem um limite claro: não é possível sair da Península do Sinai. Sem excursão ao Cairo, sem pirâmides, sem Luxor. Para quem quiser combinar o Sinai com o roteiro cultural é necessário o e-Visa completo ou o Visa on Arrival.
Qual passaporte conta? Portugueses e residentes com outra nacionalidade
O que determina a regra de visto é o passaporte, não o domicílio nem a autorização de residência. Quem viaja com passaporte português acede ao e-Visa e ao Visa on Arrival nas mesmas condições que os restantes países da lista elegível. Quem reside em Portugal com passaporte de um país não incluído na lista de e-Visa egípcio deve pedir o visto por via consular na Embaixada em Lisboa.
Para menores de dezoito anos, o controlo de fronteiras egípcio exige a certidão de nascimento em formato internacional ou com tradução juramentada para inglês. Tratar com antecedência no registo civil.
Ligações desde Lisboa para o Cairo
Não há voo direto entre Portugal e o Egipto. As melhores ligações desde o aeroporto Humberto Delgado (LIS) são:
Qatar Airways conecta Lisboa com o Cairo via Doha (DOH) — uma das rotas mais diretas disponíveis desde Portugal, com bons horários. Turkish Airlines voa de Lisboa para o Cairo via Istambul (IST), com alta frequência e tarifas competitivas. Air France opera de Lisboa a Paris (CDG) com ligação para o Cairo. Lufthansa conecta Lisboa a Frankfurt (FRA) com voos para o Cairo. O tempo total de viagem desde Lisboa oscila entre sete e dez horas — consideravelmente menos do que a partir do Brasil ou das Américas.
Para a etapa do Mar Vermelho, o mais prático é voar para o Cairo e apanhar um voo doméstico da EgyptAir ou Air Cairo para Hurghada (HRG) ou Sharm el-Sheikh (SSH).
- Cairo e o núcleo islâmico: A maior cidade de África, capital cultural do mundo árabe, mais de 800 mesquitas catalogadas, o bazar Khan el-Khalili em funcionamento desde 1382. Mínimo três noites. Detalhes em Cairo e Governadoria do Cairo.
- Gizé e o Grande Museu Egípcio: As pirâmides e a coleção completa de Tutancâmon no Grande Museu Egípcio, aberto em 2024–2025 ao lado do planalto. As pirâmides ficam na Governadoria de Gizé.
- Luxor: Karnak, Vale dos Reis e túmulos de 2026: A antiga Tebas com o maior complexo de templos do mundo e 63 túmulos reais. Programa em Luxor.
- Assuão, Philae e Abu Simbel: O outro ritmo da viagem: Nilo largo, cultura núbia, templo-ilha de Philae, colosssos de Abu Simbel. Cruzeiros entre Luxor e Assuão. Região em Governadoria de Assuão.
- Mar Vermelho: Hurghada, El Gouna, Marsa Alam: Recifes de coral de alto nível, água quente o ano todo. Na Governadoria do Mar Vermelho.
- Sul do Sinai: Sharm el-Sheikh, Dahab e Santa Catarina: A outra costa de mergulho e snorkel. Autorização gratuita válida apenas na península. Sharm el-Sheikh e Governadoria do Sul do Sinai.

A Grande Esfinge de Gizé ao entardecer, junto ao Grande Museu Egípcio.
Tom / Shutterstock
- 1Dias 1–2: chegada e adaptação no Cairo: Voo de Lisboa via Doha, Istambul ou Paris, chegada ao Cairo em sete a dez horas. A diferença horária com Portugal é de duas a três horas — a adaptação é rápida.
- 2Dia 3: planalto de Gizé e Grande Museu Egípcio: Saída cedo com abertura às oito. Pirâmides e Esfinge, depois direto ao Grande Museu Egípcio — a máscara de ouro de Tutancâmon, os sarcófagos, as carruagens.
- 3Dia 4: Cairo islâmico e copta: Cidadela de Saladino, mesquita do Sultão Hassan, Khan el-Khalili, Igreja Suspensa e Museu Copta.
- 4Dias 5–7: Luxor, margem leste e margem oeste: Voo doméstico para Luxor (55 minutos). Karnak, Vale dos Reis, Hatshepsut, Medinet Habu. Balão ao amanhecer opcional.
- 5Dias 8–10: cruzeiro ou comboio Luxor–Assuão: Dahabiya à vela ou hotel flutuante: Esna, Edfu, Kom Ombo, Assuão. Alternativa: comboio de primeira classe em quatro horas.
- 6Dia 11: Assuão e Abu Simbel: Voo doméstico para Abu Simbel muito cedo (regresso ao meio-dia). Tarde: templo de Philae e feluca ao entardecer.
- 7Dias 12–14: Mar Vermelho como fecho tranquilo: Voo doméstico para Hurghada ou Sharm. Três noites de praia e mergulho. Regresso a Portugal via Cairo, Doha ou Istambul.
Melhor época e situação de segurança
De outubro a abril é a janela confortável para o Cairo, Luxor, Assuão e o deserto: temperaturas de 20 a 28 °C. O Mar Vermelho é agradável o ano todo. O verão (maio a setembro) traz entre 35 e 45 °C no vale do Nilo — possível apenas com saída muito cedo.
Situação de segurança: os roteiros turísticos clássicos — Cairo, Luxor, Assuão, Mar Vermelho, sul do Sinai, oásis ocidentais — são destinos habituais de viagem internacional. Distingui-los do norte do Sinai e zonas de fronteira remotas. Consultar as recomendações atualizadas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal para o Egipto antes de cada viagem.
Sim. O passaporte português requer visto. Opções: e-Visa online (USD 25, cinco a sete dias úteis), Visa on Arrival no Cairo, Hurghada, Sharm ou Luxor (USD 25 em numerário, dólares americanos, valor exato) ou processo consular na Embaixada do Egipto em Lisboa. Para o sul do Sinai há uma autorização gratuita de quinze dias em Sharm, válida apenas na península.
A taxa oficial do e-Visa é USD 25 para entrada simples (cerca de 23 €) e USD 60 para entradas múltiplas (cerca de 55 €), válidas por noventa dias em seis meses de validade. Se utilizar um serviço de vistos em português acresce uma taxa de gestão moderada.
Não em 2026. As melhores ligações desde Lisboa passam por Doha (Qatar Airways), Istambul (Turkish Airlines) ou Paris (Air France). O tempo total de viagem oscila entre sete e dez horas.
Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal — Informações sobre o Egipto
Recomendações de viagem e requisitos de entrada atualizados para cidadãos portugueses. Consultar antes de cada viagem.
Grande Museu Egípcio — Informações para visitantes
Plataforma oficial do GEM com bilhetes, horários e informações de acesso ao planalto de Gizé. Em inglês.
Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto — Portal e-Visa
Portal oficial do e-Visa egípcio: formulário em inglês, pagamento em USD com cartão de crédito, confirmação em PDF.
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