Reino Unido
Código Telefônico
+44
Capital
London
População
66 milhões
Nome Nativo
United Kingdom
Região
Europa
Europa do Norte
Fuso Horário
Greenwich Mean Time
UTC±00
Nesta página
O Reino Unido — Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte — é uma nação histórica conhecida pelo rico patrimônio cultural, pelas paisagens impressionantes e pela influência global. Das ruas agitadas de Londres às Terras Altas da Escócia, das aldeias cor de mel dos Cotswolds à Calçada dos Gigantes, o Reino Unido oferece variedade inesgotável para viajantes e profissionais. Para visitantes do Brasil e de Portugal, há boas ligações aéreas diretas: voos sem escala de Lisboa e do Porto a Londres, Manchester e Edimburgo, e rotas diretas de São Paulo e do Rio de Janeiro a Londres.
Vistos e regras de entrada no Reino Unido
Desde o Brexit, o Reino Unido não faz parte da União Europeia nem do espaço Schengen — tem política de entrada própria. Cidadãos portugueses e de outros países da UE, do EEE e da Suíça não precisam de visto para uma visita curta (turismo ou negócios, até seis meses), mas devem viajar com passaporte válido, já que o cartão de cidadão deixou de ser aceito para a maioria dos cidadãos da UE. Cidadãos brasileiros também não precisam de visto para turismo, visita a familiares ou negócios por até seis meses. Em ambos os casos, verifique se precisa de uma UK ETA (Electronic Travel Authorisation) — uma autorização de viagem online prévia, semelhante ao ESTA dos Estados Unidos, que o Reino Unido vem exigindo de cada vez mais nacionalidades; solicite-a no portal oficial antes de viajar. Para trabalhar, estudar ou permanecer por mais tempo, aplica-se o sistema de pontos e o visto é obrigatório, solicitado antes da partida.
Tipos de visto comuns
Visita sem visto (UE/EEE/Suíça)
Turismo, visita a familiares e negócios para cidadãos portugueses e de outros países da UE, do EEE e da Suíça. Viaje com passaporte válido (já não basta o cartão de cidadão). Verifique se é exigida uma UK ETA e solicite-a online antes de partir.
Visita sem visto (Brasil e outros)
Turismo, visita a familiares e reuniões de negócios para cidadãos brasileiros e de outras nacionalidades isentas. Entrada com passaporte válido; verifique e solicite a UK ETA online antes de viajar.
Visto de trabalho (sistema de pontos)
Vistos Skilled Worker e outros, no sistema baseado em pontos, em geral com um empregador patrocinador. Para funções em saúde, tecnologia, finanças, educação e mais.
Visto de estudante
Para estudar em universidades e instituições britânicas — de Oxford, Cambridge e do Russell Group a cursos de idiomas e intercâmbios. Exige carta de aceitação (CAS) e comprovação de recursos.
Informações importantes
- •Desde o Brexit, o Reino Unido não faz parte da UE nem do espaço Schengen — viaje com passaporte válido, não com cartão de cidadão.
- •Verifique se precisa de uma UK ETA (Electronic Travel Authorisation) e solicite-a online no portal oficial antes de partir; é uma autorização de viagem semelhante ao ESTA dos Estados Unidos.
- •Dirige-se pela esquerda; o carro de aluguel costuma vir, por padrão, com câmbio manual — peça automático se precisar.
- •Para trabalhar ou estudar é obrigatório visto no sistema de pontos; solicite com bastante antecedência.
- •A moeda é a libra esterlina (GBP), não o euro nem o real — não se aceitam euros nem reais.
Guia de viagem
O Reino Unido reúne quatro nações num conjunto de ilhas menor do que muitos países europeus — e cada uma delas pesa muito acima do seu tamanho. Só Londres ocuparia semanas: a Torre de Londres com as Joias da Coroa, as Casas do Parlamento e o Big Ben, o Palácio de Buckingham e a Troca da Guarda, o Museu Britânico e a National Gallery (ambos gratuitos, ambos de classe mundial), a Tate Modern na antiga usina e um distrito teatral no West End que rivaliza com a Broadway. Edimburgo ostenta um dos horizontes mais dramáticos da Europa — um castelo medieval sobre rocha vulcânica, a Royal Mile que desce até o Palácio de Holyrood, o Arthur's Seat para uma caminhada montanhosa no centro da cidade, e, todo agosto, o maior festival de artes do mundo. As Terras Altas da Escócia oferecem paisagens de beleza quase violenta: Loch Ness, o drama glacial de Glen Coe, a crista Cuillin na Ilha de Skye e as destilarias de uísque de Speyside. Os Cotswolds desenrolam aldeias de pedra cor de mel e vielas margeadas de sebes que parecem exatamente a Inglaterra do imaginário. O Lake District — inspiração de Wordsworth, hoje Patrimônio Mundial da UNESCO — oferece caminhadas pelas fells entre os picos mais altos da Inglaterra e lagos serenos. Oxford e Cambridge abrem ao público colégios de séculos. Bath combina termas romanas e crescentes georgianos. Stonehenge ergue-se enigmática na planície de Salisbury. A costa atlântica da Cornualha oferece surfe, cream teas e trilhas dramáticas à beira de penhascos. Snowdonia (Eryri) eleva-se sobre o norte do País de Gales, cercada de mais castelos por quilômetro quadrado do que qualquer lugar da Europa. A Calçada dos Gigantes, na Irlanda do Norte, alinha 40.000 colunas de basalto encaixadas. E ligando tudo isso: o pub — real ale na bomba manual, assados de domingo, noites de quiz, críquete no gramado da aldeia, e um patrimônio musical que vai dos Beatles e dos Stones ao grime e a Adele.
Formas de explorar este destino
Londres com o Museu Britânico, a Tower Bridge e os espetáculos do West End. Edimburgo com o castelo, os festivais e a herança literária. Manchester como motor da música e do futebol britânicos. Liverpool como terra natal dos Beatles, com um cais Patrimônio da UNESCO. Bath com as termas romanas e a arquitetura regência. Oxford e Cambridge com seus colégios antigos — cada grande cidade britânica é um destino em si.
A Torre de Londres, o Castelo de Windsor (o castelo habitado mais antigo e maior do mundo), o Castelo de Edimburgo, o Castelo de Warwick, o Hampton Court Palace, o Blenheim Palace, Stonehenge e a Muralha de Adriano — o Reino Unido tem mais castelos e sítios históricos por quilômetro quadrado do que quase qualquer país, e muitos ainda têm uso real ou cerimonial.
As Terras Altas da Escócia com Glen Coe e a Ilha de Skye, o Lake District com suas fells e lagos, os picos de Snowdonia, os penhascos brancos de Dover, a costa de surfe atlântica da Cornualha, os Yorkshire Dales, a Jurassic Coast (sítio da UNESCO com 185 milhões de anos de geologia) e a beleza selvagem da Causeway Coast, na Irlanda do Norte.
O West End de Londres é a capital teatral do mundo — Les Misérables, Phantom, Hamilton e dezenas de outros, toda noite. O Edinburgh Fringe é o maior festival de artes do planeta. Glastonbury é o festival pelo qual todos os outros se medem. A trilha musical vai do Cavern Club de Liverpool ao legado do Haçienda de Manchester e aos clubes de jazz e à cena grime de Londres.
O pub britânico é uma instituição: real ale nas bombas manuais, assados de domingo com Yorkshire pudding, noites de quiz e lareiras em estalagens do campo. Além do pub, a cozinha britânica moderna conquistou mais estrelas Michelin do que nunca — dos restaurantes londrinos no ranking mundial ao fish and chips à beira-mar, ao afternoon tea, às Cornish pasties e ao salmão defumado escocês.
Os Cotswolds com suas aldeias cor de mel, os jardins de Kew e Sissinghurst, as trilhas de Wordsworth no Lake District, a charneca de Yorkshire do país das Brontë, os campos de lavanda dos Chilterns, o Cornwall Coast Path e os charnecais de Dartmoor — o campo britânico praticamente inventou o conceito de escapada rural tranquila.
Dinheiro e moeda
Libra esterlina (£)
Código da moeda: GBP
Dicas práticas sobre dinheiro
O Reino Unido é um dos países mais sem dinheiro do mundo
O Reino Unido abandonou em grande parte o pagamento em espécie. O pagamento por aproximação (tap-to-pay) é aceito em praticamente toda loja, café, restaurante, pub, terminal de transporte e barraca de mercado. O limite por aproximação numa única passada é de £100. As carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay) funcionam onde houver aproximação e não têm limite por transação. É perfeitamente possível viajar pelo Reino Unido por semanas sem usar dinheiro vivo.
A libra não é o euro nem o real — troque antes ou na chegada
O Reino Unido usa a libra esterlina (GBP, £), não o euro nem o real. Visitantes de Portugal e do Brasil precisam, portanto, trocar — euros e reais não são aceitos em nenhum estabelecimento britânico comum. Saque em caixas eletrônicos britânicos na chegada ou use um cartão multimoeda (Wise, Revolut) para obter uma taxa próxima à de mercado. As casas de câmbio dos aeroportos (Bureau de Change) oferecem as piores taxas — não troque grandes quantias ali.
Pague com o cartão no transporte público
No Tube, no Overground, nos ônibus e no TfL Rail de Londres, você passa o cartão sem contato ou a carteira digital na entrada e na saída pela mesma tarifa do cartão Oyster — não é preciso comprar um passe à parte para uma visita curta. O limite diário de tarifa é aplicado automaticamente. Fora de Londres, a maioria dos trens intermunicipais e dos ônibus urbanos também aceita aproximação. Comprar bilhetes antecipados por aplicativos (Trainline, Avanti, LNER) costuma sair mais barato do que na estação.
O dinheiro ainda é necessário no campo e nos mercados
Embora a maioria dos estabelecimentos urbanos seja totalmente sem dinheiro, alguns pubs rurais, feiras de produtores, lojas de aldeia, estacionamentos e B&Bs menores ainda preferem ou exigem espécie. Escócia e País de Gales têm a mesma cultura sem dinheiro da Inglaterra; a Irlanda do Norte é, em linhas gerais, semelhante. Na dúvida, saque £50–100 num caixa britânico para imprevistos — os caixas gratuitos exibem o logotipo da rede LINK.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Reino Unido — Embaixadas pelo mundo
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