Estados Unidos
Código Telefônico
+1
Capital
Washington
População
325 milhões
Nome Nativo
United States
Região
Américas
América do Norte
Fusos Horários
Hawaii–Aleutian Standard Time
UTC-10:00
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Nesta página
Os Estados Unidos abarcam um continente de extremos — do horizonte de Nova York e dos polos de inovação do Vale do Silício à geologia ancestral do Grand Canyon, às maravilhas geotérmicas de Yellowstone, às praias do Havaí e à profundidade cultural de Nova Orleans. É a maior economia do mundo, um centro global de tecnologia, finanças, entretenimento, ensino superior e cultura, e um dos países geograficamente mais diversos da Terra. Para visitantes do Brasil e de Portugal há boas ligações aéreas — voos diretos de São Paulo e do Rio para Nova York e de Lisboa para Boston e Nova York —, e o país oferece cidades icônicas (Nova York, Los Angeles, São Francisco, Chicago, Miami, Washington DC), parques nacionais de escala impressionante e uma cultura de viagem de carro por paisagens que mudam num só dia de trajeto. As exigências de visto dependem da nacionalidade: cidadãos dos mais de 40 países do Programa de Isenção de Visto — entre eles Portugal — entram com um ESTA por até 90 dias; cidadãos brasileiros, e os demais, precisam de visto obtido num consulado dos EUA.
Vistos e regras de entrada nos Estados Unidos
O sistema de vistos dos EUA é um dos mais complexos do mundo. Cidadãos dos mais de 40 países do Programa de Isenção de Visto (VWP) — entre eles Portugal, Alemanha, França e o Reino Unido — entram com um ESTA (Electronic System for Travel Authorization) para turismo ou negócios por até 90 dias; o ESTA solicita-se online, ao menos 72 horas antes da viagem, e é válido por dois anos. Cidadãos brasileiros não fazem parte do VWP e precisam de um visto, em geral o B-1/B-2, obtido num consulado dos EUA com entrevista presencial — assim como todas as demais nacionalidades fora do programa. As categorias de não imigrante mais comuns são a B-1 (negócios) e a B-2 (turismo), muitas vezes emitidas como B-1/B-2 combinado. Há ainda vistos de trabalho (H-1B, L-1, O-1, E-2) e de estudo (F-1, J-1), que exigem aceitação numa instituição certificada pelo SEVP. Ter um visto ou ESTA válido não garante a entrada — a admissão final cabe a um agente da Customs and Border Protection (CBP) na chegada. Solicite com boa antecedência.
Tipos de visto comuns
ESTA (Programa de Isenção de Visto)
Turismo, reuniões de negócios e trânsito para cidadãos dos mais de 40 países do VWP, entre eles Portugal. Solicita-se online — sem visita ao consulado. Exige passaporte de leitura mecânica.
Visto de visitante B-1/B-2
B-1 para negócios (reuniões, conferências, negociações) e B-2 para turismo, visita a familiares ou tratamento médico, em geral emitido como B-1/B-2 combinado. É o visto exigido a cidadãos brasileiros. Requer entrevista presencial num consulado dos EUA; solicitação pelo formulário DS-160.
Visto de estudante F-1
Estudo em tempo integral em universidades, faculdades e escolas de idiomas certificadas pelo SEVP. Exige o formulário I-20 da instituição, o pagamento da taxa SEVIS e entrevista. Permite trabalho limitado no campus; fora dele, via CPT/OPT.
Visto de intercâmbio J-1
Programas de intercâmbio cultural: au pair, trabalho de verão, estagiário, trainee, professor ou pesquisador. Exige o formulário DS-2019 de uma organização patrocinadora designada.
Visto H-1B (ocupação especializada)
Trabalhadores qualificados em ocupações que exigem diploma superior: TI, engenharia, finanças, medicina, ciência, arquitetura, direito. Patrocinado pelo empregador, com cota anual (sistema de loteria).
L-1 (transferência dentro da empresa)
Executivos, gerentes e funcionários com conhecimento especializado transferidos de um escritório no exterior para um escritório da mesma empresa nos EUA. Sem cota anual.
E-2 (investidor de tratado)
Cidadãos de países com tratado que investem um valor substancial num negócio nos EUA e o dirigem ativamente. Disponível para países com tratado de investimento com os EUA.
O-1 (habilidade extraordinária)
Pessoas de habilidade extraordinária em ciência, arte, educação, negócios, esporte ou na indústria do cinema e da TV. Exige prova de reconhecimento nacional ou internacional sustentado.
Informações importantes de viagem
Guia de viagem
Os Estados Unidos são um país de escala continental, em que a diversidade — geográfica, cultural, culinária, climática — desafia qualquer resumo. Nova York tem o horizonte mais reconhecível do mundo: os arranha-céus de Manhattan, o Central Park, a Estátua da Liberdade, os teatros da Broadway, o Metropolitan Museum, a cena criativa do Brooklyn e uma cultura gastronômica que vai da fatia de pizza de um dólar aos menus-degustação com estrela Michelin. Los Angeles estende-se da Hollywood Boulevard e de Venice Beach ao Getty Center e aos cânions de Malibu. São Francisco empilha casas vitorianas em suas colinas, acima da Golden Gate Bridge, de Alcatraz e do ecossistema de tecnologia do Vale do Silício. A arquitetura de Chicago — berço do arranha-céu — ladeia as margens do lago Michigan, ao lado da pizza deep-dish e dos clubes de blues. Miami funde a energia latina com a orla art déco. Nova Orleans serve jazz, cozinha crioula e uma vida noturna que trata as noites de semana como sábado. Washington DC concentra os museus Smithsonian (entrada gratuita), o Lincoln Memorial, o Capitólio e a engrenagem política da democracia mais poderosa do mundo. Para além das cidades: o Grand Canyon (445 quilômetros de extensão, mais de um quilômetro e meio de profundidade), os gêiseres e ursos de Yellowstone, as paredes de granito e cachoeiras de Yosemite, os desertos de rocha vermelha de Utah (Zion, Bryce Canyon, Arches), os vulcões e praias do Havaí, as geleiras e a natureza selvagem do Alasca e a Pacific Coast Highway, de São Francisco a Los Angeles. A viagem de carro americana — num carro alugado, por paisagens que mudam a cada hora — é uma das experiências de viagem que definem o mundo. E a comida: a culinária americana não é uma só coisa, mas centenas de tradições regionais — o churrasco do Texas, a lagosta do Maine, os bagels de Nova York, o gumbo da Louisiana, a cozinha da fazenda à mesa da Califórnia, os frutos do mar do Noroeste do Pacífico, o frango frito do Sul, o Tex-Mex, o poke havaiano — além das cozinhas imigrantes de todas as nações da Terra, presentes em cada grande cidade.
Formas de explorar este destino
Nova York (o horizonte de Manhattan, a Broadway, o Met, o MoMA, o Central Park, o Brooklyn), Los Angeles (Hollywood, Venice Beach, o Getty, o Griffith Observatory), São Francisco (Golden Gate, Alcatraz, os bondes, a Chinatown), Chicago (arquitetura, pizza deep-dish, Art Institute), Miami (art déco, Little Havana, South Beach), Nova Orleans (jazz, French Quarter, cozinha crioula) e Washington DC (Smithsonian — gratuito, Lincoln Memorial, Capitólio).
Grand Canyon (Arizona), Yellowstone (Wyoming — gêiseres, fauna), Yosemite (Califórnia — falésias de granito, cachoeiras), Zion e Bryce Canyon (Utah — rocha vermelha), Glacier (Montana), Great Smoky Mountains (Tennessee/Carolina do Norte — o mais visitado), Acadia (Maine) e Denali (Alasca). O America the Beautiful Pass (US$ 80/ano) cobre os 63 parques nacionais.
Pacific Coast Highway (São Francisco a LA por Big Sur), Rota 66 (Chicago a LA — a clássica), os Mighty Five de Utah (cinco parques nacionais num só circuito), Blue Ridge Parkway (cores de outono nos Apalaches), Florida Keys (Miami a Key West), Going-to-the-Sun Road (Glacier) e os desertos do Sudoeste (Monument Valley, Death Valley, Joshua Tree).
Churrasco texano (o brisket do Franklin's, em Austin), pizza e bagels de Nova York, cozinha crioula e cajun da Louisiana (gumbo, jambalaia, po'boys), sanduíches de lagosta do Maine, a região vinícola da Califórnia (Napa, Sonoma), frutos do mar e cerveja artesanal do Noroeste do Pacífico (Portland, Seattle), a deep-dish de Chicago e o frango apimentado de Nashville.
Nashville (música country, honky-tonks, o Grand Ole Opry), Nova Orleans (jazz, Preservation Hall, Bourbon Street), Memphis (o blues da Beale Street, Sun Studio, Graceland), Austin (capital mundial da música ao vivo), Nova York (Broadway, Carnegie Hall, clubes de jazz), Los Angeles (estúdios de Hollywood, Sunset Strip) e os festivais (Coachella, SXSW, Bonnaroo).
Havaí (Waikiki, a Road to Hana em Maui, os vulcões da Big Island, a costa Na Pali de Kauai), Flórida (Miami Beach, os Keys, Clearwater), Califórnia (Malibu, Santa Monica, San Diego), as Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico (Old San Juan), os Outer Banks da Carolina do Norte e a Jersey Shore.
Dinheiro e moeda
Dólar dos EUA ($)
Código da moeda: USD
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda nos Estados Unidos
Os EUA usam o dólar americano (USD, $). O dólar é a principal moeda de reserva do mundo e se troca com facilidade em toda parte. Para a melhor taxa, saque num caixa eletrônico na chegada, em vez de trocar dinheiro no aeroporto ou no hotel — as casas de câmbio do JFK, do EWR e de outros aeroportos cobram comissões de 3 a 8%, ao passo que um saque dá a taxa interbancária menos a tarifa do seu banco. Visitantes do Brasil e de Portugal precisam trocar reais e euros; leve o cartão de débito e um cartão de crédito de reserva, além de um pouco de dinheiro vivo (US$ 50-100) para os primeiros gastos.
Caixas eletrônicos
Há caixas eletrônicos por toda parte nos EUA — em bancos, supermercados, lojas de conveniência, postos de combustível, shoppings e aeroportos. Os caixas dos grandes bancos (Chase, Bank of America, Wells Fargo, Citi) costumam não cobrar dos próprios clientes, mas cobram US$ 2-5 por saque de cartões estrangeiros. Os de lojas de conveniência (7-Eleven, CVS) e as máquinas avulsas podem cobrar US$ 3-7. Visa, Mastercard, Plus e Cirrus têm suporte universal. Recuse sempre a opção de «converter para a sua moeda» (conversão dinâmica de moeda) — ela acrescenta de 3 a 5%. Dica: saque valores maiores com menos frequência para reduzir as tarifas por transação.
Aceitação de cartões
Os EUA são muito favoráveis ao cartão — Visa e Mastercard são aceitos em quase todo lugar, de restaurantes finos a food trucks e cabines de pedágio. O pagamento por aproximação (toque, Apple Pay, Google Pay) é cada vez mais comum. American Express e Discover têm aceitação ampla, mas não universal. Alguns pequenos comércios, feiras de produtores, ambulantes e certos táxis preferem ou exigem dinheiro. Para aluguel de carro e check-in de hotel costuma-se exigir cartão de crédito (não de débito) para a caução. Os EUA migraram em grande parte para o chip e senha, mas alguns terminais antigos ainda usam a tarja. Tenha US$ 50-100 em dinheiro para gorjetas, pedágios, pequenos vendedores e o eventual lugar que só aceita dinheiro.
Costumes de gorjeta
Dar gorjeta não é opcional nos EUA — é parte fundamental do sistema de remuneração. Muitos trabalhadores do setor (garçons, bartenders) ganham abaixo do salário mínimo e dependem das gorjetas. Valores padrão: serviço de mesa de 18 a 20% sobre a conta antes do imposto (15% é o mínimo para um serviço aceitável); bar US$ 1-2 por bebida; táxis e apps de 15 a 20%; limpeza do hotel US$ 2-5 por noite; carregadores US$ 1-2 por mala; manobrista US$ 2-5; cabeleireiro de 15 a 20%; entrega de comida de 15 a 20% ou no mínimo US$ 3-5. Não dar gorjeta ou dar pouco é considerado muito rude. Calcule a gorjeta sobre o subtotal antes do imposto. Muitos restaurantes já incluem o serviço para grupos de seis pessoas ou mais.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
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Museus
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