República Democrática do Congo
Código Telefônico
+243
Capital
Kinshasa
População
102 milhões
Nome Nativo
République démocratique du Congo
Região
África
África Central
Fusos Horários
West Africa Time
UTC+01:00
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Nesta página
A República Democrática do Congo é o segundo maior país da África e ancora o coração do continente com a floresta da Bacia do Congo (a segunda maior floresta tropical da Terra, depois da Amazônia), o rio Congo (o rio mais profundo do mundo, com 220 metros, e o segundo maior em vazão) e um patrimônio natural que inclui os gorilas-da-montanha do Parque Nacional Virunga, os bonobos endêmicos do país, o ocapi, os elefantes-da-floresta e o pavão-do-congo. Kinshasa, a capital e a terceira maior cidade da África, é o berço mundial da rumba congolesa (inscrita na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO em 2021). O francês é a língua oficial, ao lado do lingala, do kikongo, do suaíli e do tshiluba. O país é distinto do seu vizinho menor, a República do Congo (Brazzaville). Processos de entrada modernizados — incluindo o sistema oficial de e-visa em evisa.gouv.cd — tornaram a viagem independente mais prática para as comunidades de vida selvagem, conservação, jornalismo e ecoturismo de aventura que visitam o país. Consulte sempre os avisos de viagem atuais do seu governo antes de reservar, pois as recomendações variam por região.
Regras de entrada para a RD Congo
A RD Congo exige autorização prévia de praticamente todos os visitantes estrangeiros — não há visto na chegada, e isso vale tanto para o passaporte brasileiro quanto para o português. Há duas vias. A plataforma oficial de e-visa, em evisa.gouv.cd (administrada pela Direction Générale de Migration, a DGM), permite o pedido on-line antes da viagem e se liga ao VAP (Visa AéroPortuaire, o visto de aeroporto), recolhido nos principais aeroportos internacionais, como o de Kinshasa (N'djili) e o de Goma. Para estadas mais longas ou para fins de negócios, trabalho, residência ou estudo, mantém-se a via consular, em embaixada da RD Congo. Em ambos os casos exige-se passaporte válido por pelo menos 6 meses além da entrada, certificado de vacinação contra febre amarela (vacina aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência), comprovação de hospedagem, passagem de volta e de recursos; a via consular pede ainda carta-convite certificada. Os valores e a validade do e-visa/VAP variam — confirme os números atuais no portal oficial antes de viajar. Na saída por aeroporto internacional, há uma taxa de cerca de US$ 55. O franco congolês não pode sair do país, e a vacina de febre amarela é exigência rigorosa.
Tipos de visto comuns
E-visa / visto de aeroporto (VAP)
Para turismo, negócios curtos ou visitas familiares pela plataforma de e-visa da DGM, em evisa.gouv.cd, válido para chegadas em Kinshasa (N'djili) e outros aeroportos designados. Pedido on-line com cópia do passaporte, foto, certificado de febre amarela, itinerário, comprovação de hospedagem e pagamento por cartão.
Visto de turismo (consular)
Para viagens de lazer mais longas, visitas a parques nacionais e estadas familiares. Pedido em embaixada da RD Congo, com formulário, passaporte (6 meses de validade, páginas em branco), fotos, certificado de febre amarela, carta-convite certificada ou reserva de hotel, comprovação de recursos e passagem de volta.
Visto de negócios
Para reuniões, conferências, visitas técnicas ao setor de mineração, programas de ONGs e outra atividade comercial que não configure emprego local. Exige carta-convite de uma empresa registrada na RD Congo e a documentação de apoio padrão.
Trabalho, residência ou estudo
Para permanência longa: o trabalho segue um processo em duas etapas (visto de negócios para a entrada e, depois, autorização de trabalho pelo Ministério do Trabalho, com patrocínio do empregador); a residência é obrigatória para quem fica além de 90 dias; o estudo exige carta de aceitação de instituição reconhecida.
Informações essenciais para viajar à RD Congo
Guia de viagem
A República Democrática do Congo oferece algumas das experiências de viagem mais singulares do continente africano — para um grupo pequeno, mas dedicado, de viajantes de vida selvagem, conservacionistas, fotógrafos, jornalistas e profissionais de ONGs que chegam ao país a cada ano. O Parque Nacional Virunga, na fronteira com Ruanda, a leste, é a mais antiga área protegida da África (Patrimônio Mundial da UNESCO) e abriga cerca de metade dos gorilas-da-montanha que restam no mundo; as permissões de trekking custam de US$ 400 a 600 por pessoa e são reservadas pela operação oficial do parque, que financia os salários dos guardas e a conservação. O mesmo complexo de Virunga contém o Monte Nyiragongo, um vulcão ativo cujo cume domina um dos maiores lagos de lava permanentes do mundo — as ascensões com pernoite na borda da cratera estão entre as experiências vulcânicas mais impressionantes da Terra. O Parque Nacional de Salonga (UNESCO), no coração do país, é o maior parque nacional de floresta tropical do continente e o lar do bonobo, a espécie de grande primata endêmica da RD Congo. A Reserva de Vida Selvagem do Ocapi (UNESCO) protege a única população selvagem viável do ocapi, uma girafa-da-floresta conhecida pela ciência apenas desde 1901. O rio Congo — o mais profundo do mundo — sustenta uma cultura de barcos fluviais que funciona há mais de um século: a viagem de vários dias rio acima, de Kinshasa rumo a Mbandaka e Kisangani, é uma das grandes travessias fluviais do planeta. A própria Kinshasa é o berço mundial da rumba congolesa (Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, 2021), com bares de música ao vivo, a Academia de Belas Artes e uma cultura urbana frenética que dá o ritmo a boa parte da África francófona. Consulte os avisos de viagem atuais antes de reservar — as orientações variam por região.
Formas de explorar este destino
O Parque Nacional Virunga (UNESCO, a mais antiga área protegida da África) abriga cerca de metade dos gorilas-da-montanha que restam no mundo. As permissões de trekking, de US$ 400 a 600 por pessoa, são reservadas pela operação oficial do parque, que financia o trabalho dos guardas e a conservação. Os grupos familiares habituados vivem na floresta vulcânica acima de Goma.
Um vulcão ativo acima de Goma, cujo cume de 3.470 metros domina um dos maiores lagos de lava permanentes do mundo. A ascensão clássica é uma subida de um dia, seguida de um pernoite na borda da cratera, com o lago brilhando em vermelho pela noite — uma das experiências vulcânicas mais impressionantes da Terra.
O Parque Nacional de Salonga (UNESCO) é o maior parque nacional de floresta tropical do continente africano e o único lar do bonobo — a espécie de grande primata endêmica da RD Congo e, ao lado do chimpanzé, o nosso parente vivo mais próximo. Alcançado só por via aérea ou fluvial, com visitas conduzidas por primatólogos.
O rio Congo — o mais profundo do mundo (220 m) — sustenta uma cultura de barcos fluviais que funciona há mais de um século. A viagem de vários dias rio acima, de Kinshasa rumo a Mbandaka e Kisangani, com mercados flutuantes, pirogas que se aproximam do barco para negociar e floresta densa nas duas margens, está entre as grandes travessias fluviais do mundo.
A terceira maior cidade da África é o berço mundial da rumba congolesa (Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, 2021). Bares de música ao vivo na Cité, a Academia de Belas Artes, o movimentado Grande Mercado e uma cultura urbana frenética que dá o ritmo a boa parte da África francófona.
A Reserva de Vida Selvagem do Ocapi (UNESCO) protege a única população selvagem viável do ocapi — uma girafa-da-floresta conhecida pela ciência apenas desde 1901 — ao lado de pavões-do-congo, elefantes-da-floresta e da densa floresta de Ituri. A reserva faz fronteira com as comunidades tradicionais mbuti e é alcançada via Beni ou Bunia.
Dinheiro e moeda
Franco congolês (CDF)
Código da moeda: CDF
Dicas práticas sobre dinheiro
Franco congolês (CDF) e dólar americano — uma economia de dinheiro vivo
A RD Congo usa oficialmente o franco congolês (CDF), mas o dólar americano (USD) funciona como moeda paralela, aceita quase universalmente em Kinshasa, Lubumbashi e outras cidades para hotéis, restaurantes, voos e compras maiores. A maioria dos viajantes internacionais opera sobretudo em dólar. Euros e libras são difíceis de trocar fora de Kinshasa. Leve cédulas de dólar novas e sem danos (de preferência notas de US$ 100 da série pós-2013) — notas gastas ou antigas costumam ser recusadas. O câmbio é feito em casas de câmbio licenciadas e alguns bancos de Kinshasa; os cambistas de rua são ilegais e arriscados. O CDF é essencial para pequenas compras, transporte e mercados locais. Para o viajante brasileiro, o real não circula lá; lembre-se do IOF sobre operações internacionais a partir do Brasil.
Rede de caixas muito limitada — leve dinheiro suficiente
A infraestrutura de caixas eletrônicos é extremamente limitada na RD Congo. O Rawbank, o Equity BCDC e o TMB (Trust Merchant Bank) têm caixas em Kinshasa e Lubumbashi, mas as máquinas estão com frequência fora de serviço, sem cédulas ou indisponíveis para cartões estrangeiros. Não conte com os caixas como fonte principal de dinheiro. Leve todo o dólar em espécie de que vai precisar a partir do seu país. Fora de Kinshasa e de algumas poucas cidades grandes, os caixas praticamente não existem — e, mesmo em Kinshasa, a disponibilidade é imprevisível.
Cartão e pagamento digital muito limitados — predomina o dinheiro
A aceitação de cartão de crédito e débito é muito restrita e se concentra em hotéis de alto padrão e companhias aéreas em Kinshasa. Apple Pay e Google Pay não são aceitos. Os serviços locais de dinheiro móvel — M-Pesa (Vodacom), Airtel Money e Orange Money — são muito usados pelos congoleses, mas exigem um chip local com registro de identidade nacional, o que os torna inacessíveis à maioria dos visitantes. Planeje uma viagem predominantemente em dinheiro: dólares para os gastos maiores e francos congoleses para o dia a dia. Para cartões brasileiros, lembre-se ainda do IOF sobre compras e saques internacionais.
Faça o orçamento com cuidado — Kinshasa é cara para os padrões africanos
Ao contrário do que se imagina, Kinshasa é uma das capitais mais caras da África subsaariana para visitantes internacionais. Hotel de categoria média: US$ 100 a 250 a diária. Refeição em restaurante internacional: US$ 20 a 60. Permissão de trekking de gorilas no Parque Virunga: US$ 400 a 600 por pessoa (reservada com antecedência). Mototáxi local para trajetos curtos: alguns milhares de francos. Comida de rua: poucos milhares de francos por refeição. Custos de segurança (guia obrigatório em muitas áreas, aluguel de veículo): reserve com folga. A viagem ao leste da RD Congo exige operador especializado — verifique os avisos de viagem antes de planejar.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.