Peru

🇵🇪

Código Telefônico

+51

Capital

Lima

População

34 milhões

Nome Nativo

Perú

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Peru Time

UTC-05:00

O Peru reúne três mundos num só país: a cordilheira dos Andes, a costa desértica do Pacífico e a floresta amazónica. É o coração do antigo império inca, com Machu Picchu e o Vale Sagrado, mas também a capital gastronómica da América Latina, com Lima a concentrar alguns dos melhores restaurantes do mundo. A maioria dos roteiros começa em Lima e segue para Cusco e Machu Picchu, acrescentando depois Arequipa e o Cânion do Colca, o lago Titicaca ou a Amazónia de Iquitos. Para o viajante lusófono, o Peru é acessível: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, e há boas ligações aéreas via Lima.

Vistos e regras de entrada no Peru

O Peru isenta de visto de turismo a maioria dos viajantes das Américas e da Europa. Cidadãos brasileiros entram sem visto para turismo e podem permanecer até 183 dias por ano — o Brasil e o Peru fazem parte do espaço do Mercosul, o que facilita ainda a entrada apenas com o documento de identidade em certos casos. Cidadãos portugueses (e dos restantes países da UE) também entram sem visto, em geral por até 90 dias. Em ambos os casos, o prazo concreto é fixado pelo agente de migração na entrada, conforme o motivo da viagem e a prova de regresso — guarde o registo de entrada, pois é verificado na saída. Outras nacionalidades lusófonas, como Angola, Moçambique ou Cabo Verde, costumam precisar de visto consular prévio: confirme as condições para o seu passaporte antes de viajar. Para estudo, trabalho ou residência, aplica-se um regime próprio, que não se substitui pela entrada turística.

Tipos de visto comuns

Entrada de turismo sem visto

Brasil: até 183 dias por ano; Portugal/UE: em geral até 90 dias

Para cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países das Américas e da Europa. Não exige pedido prévio — o prazo é fixado na entrada. Tenha o passaporte válido e, de preferência, prova de viagem de regresso ou continuação.

Visto de turismo consular

Variável por caso; pedido antes de viajar

Para nacionalidades não abrangidas pela isenção — entre elas vários países africanos lusófonos. Solicita-se num consulado peruano antes da partida, com documentação de suporte da viagem.

Entrada de negócios

Conforme a categoria e a documentação da entidade anfitriã

Para reuniões, eventos e deslocações profissionais de curta duração. Muitas nacionalidades isentas de visto de turismo podem realizar atividades de negócios pontuais com a mesma entrada — confirme os limites.

Permanência de longa duração

Dependente do regime específico; pedido prévio

Para estudo, trabalho, residência prolongada ou reagrupamento familiar. Exige o regime de imigração próprio e não é coberta pela entrada de turismo.

Informações importantes de viagem

Cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo; confirme o prazo concreto na entrada e guarde o registo de migração, pedido na saída.

Prepare a aclimatação à altitude (o «soroche») em Cusco, Puno e no Colca — suba devagar, beba água e considere o mate de coca local.

Reserve com antecedência os bilhetes de Machu Picchu e o comboio de Aguas Calientes, sobretudo na alta estação (maio a setembro).

Visão geral da viagem

O Peru organiza-se melhor por blocos, com Lima como porta de entrada e centro logístico. A capital, na costa do Pacífico, combina um centro histórico classificado pela UNESCO com os bairros à beira-falésia de Miraflores e Barranco e uma cena gastronómica de classe mundial — o ceviche, os anticuchos e restaurantes como o Central e o Maido, repetidamente entre os melhores do planeta. De Lima, um voo curto leva a Cusco, antiga capital inca a 3.400 metros de altitude, base para o Vale Sagrado, Ollantaytambo e o comboio até Machu Picchu, a cidadela inca que é o ícone do país. Mais a sul, Arequipa, a «cidade branca» de pedra vulcânica, dá acesso ao Cânion do Colca — um dos mais profundos do mundo, onde se observam os condores — e ao lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, com as ilhas flutuantes dos Uros. A Amazónia, a partir de Iquitos (só acessível por avião ou barco) ou de Puerto Maldonado, abre lodges de selva e navegação fluvial. A gestão da altitude (o «soroche», ou mal das alturas) e a reserva dos voos internos e dos bilhetes de Machu Picchu com antecedência são decisivas para o ritmo da viagem. As estações invertem-se em relação ao hemisfério norte, e o clima varia muito entre a costa, os Andes e a selva no mesmo dia de viagem.

Descubra Peru

Lima concentra as melhores ligações internacionais e domésticas e merece dois a três dias por si só: o centro histórico colonial (a Plaza Mayor, a catedral, as catacumbas de São Francisco), os bairros à beira-falésia de Miraflores e Barranco, o Museu Larco e, sobretudo, a comida — de uma banca de ceviche no mercado a um dos melhores restaurantes do mundo.

Formas de explorar este destino

Património inca

Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu são o núcleo de uma primeira viagem ao Peru — arqueologia inca, comboios de montanha e paisagens de altitude.

Paisagens andinas

O altiplano, o Cânion do Colca com os seus condores, o lago Titicaca e a montanha de sete cores (Vinicunca) compõem um forte segmento de natureza de altitude.

Amazónia

As rotas de selva e os lodges de rio de Iquitos e Puerto Maldonado ampliam o itinerário para além do eixo andino, com fauna e navegação fluvial.

Costa do Pacífico

Do litoral urbano de Lima às dunas de Huacachina, às Ilhas Ballestas e às Linhas de Nazca — um deserto costeiro cheio de surpresas.

Viagem gastronómica

O Peru é referência culinária mundial: ceviche, anticuchos, a cozinha chifa e nikkei e restaurantes de Lima entre os melhores do planeta.

Roteiros combinados

Os voos internos a partir de Lima permitem itinerários eficientes entre regiões muito distintas — costa, Andes e selva — numa só viagem.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
S/.

Sol peruano (PEN)

Código da moeda: PEN

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o sol peruano (PEN)

A moeda oficial é o sol peruano (PEN, símbolo S/). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. Troque em casas de câmbio formais (as «casas de cambio» de Miraflores, na Av. Larco, são fiáveis e dão boa taxa) ou saque num multibanco; evite o câmbio informal de rua. O dólar americano é aceite nalguns hotéis e operadores turísticos, mas a uma taxa pior do que pagar em soles. Leve sempre algum dinheiro em notas pequenas para o dia a dia.

Yape e Plin dominam o dia a dia — mas exigem conta peruana

No Peru, grande parte dos pagamentos locais passa por duas aplicações de QR code: o Yape (do banco BCP) e o Plin. Funcionam como o Pix no Brasil ou o MB WAY em Portugal, mas, tal como estes, precisam de uma conta bancária e de um número de telemóvel peruanos, por isso o visitante quase nunca os consegue usar. Na prática, conte com o cartão Visa ou Mastercard nas zonas turísticas e com dinheiro vivo para o resto. O Apple Pay e o Google Pay funcionam em terminais sem contacto de Lima, mas a cobertura é menor do que na Europa.

Multibancos: saque nas redes dos grandes bancos

Lima, Cusco e Arequipa têm boa rede de multibancos; fora desses centros a disponibilidade cai bastante, por isso saque antes de seguir para zonas rurais ou de montanha. Os caixas dos grandes bancos (BCP, Interbank, BBVA, Scotiabank) são os mais fiáveis e costumam cobrar menos do que os caixas independentes Globalnet, comuns em lojas de conveniência. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e escolha pagar em soles. Muitos caixas permitem escolher entre sacar em soles ou em dólares — escolha soles.

Dinheiro vivo e gorjeta

O dinheiro continua essencial nos mercados (como o de Surquillo), nas bancas de comida de rua, nos táxis e nas regiões fora das grandes cidades. Leve notas pequenas, pois o troco para notas grandes é difícil em pequenos comércios. A gorjeta não é tão obrigatória como nos EUA: muitos restaurantes já incluem 10% de «servicio» na conta — confira antes —, e arredondar ou deixar cerca de 10% por bom serviço é o habitual. Em guias e motoristas de excursão, uma gorjeta é apreciada. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro