Chile

🇨🇱

Código Telefônico

+56

Capital

Santiago

População

19 milhões

Nome Nativo

Chile

Região

Américas

América do Sul

Fusos Horários

Chile Summer Time

UTC-03:00

+2 more

O Chile, uma faixa longa e estreita de terra ao longo da orla ocidental da América do Sul, é um país de contrastes naturais extraordinários. Das paisagens de outro mundo do Deserto do Atacama, no norte — o lugar mais seco da Terra —, aos fiordes e glaciares da Patagónia, no sul, o Chile oferece alguns dos cenários mais dramáticos do planeta. Entre a alta cordilheira dos Andes e o vasto Pacífico, é uma terra de vulcões ativos, lagos cristalinos, florestas densas e vinhas de classe mundial. As suas cidades dinâmicas, como Santiago e Valparaíso, pulsam de cultura, arte e gastronomia, enquanto a mística Ilha de Páscoa (Rapa Nui) é um dos destinos mais remotos e fascinantes do mundo. Para o viajante lusófono, a entrada é simples: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias.

Vistos e regras de entrada no Chile

O Chile tem uma política de vistos relativamente simples para turistas. Cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países das Américas e da Europa entram para turismo ou negócios sem visto, por até 90 dias — prazo que, por vezes, pode ser prorrogado. Os brasileiros podem mesmo entrar com o documento de identidade (no âmbito do Mercosul), embora se recomende o passaporte. Algumas nacionalidades lusófonas (Angola, Moçambique, Cabo Verde) costumam precisar de visto consular prévio — confirme as condições para o seu passaporte. Para estadias mais longas, trabalho, estudo ou outros fins específicos, há que pedir o visto adequado num consulado chileno antes de viajar. Confirme sempre os requisitos mais recentes, pois as regras podem mudar.

Tipos de visto comuns

Entrada de turismo (sem visto)

Até 90 dias, com possível prorrogação por mais 90

Para cidadãos do Brasil, de Portugal e de outras nacionalidades isentas — turismo, visita a familiares ou negócios de curta duração. Sem pedido prévio: basta apresentar o passaporte na entrada (os brasileiros podem usar o documento de identidade do Mercosul).

Visto de residência temporária

Em geral até 1 ano, renovável

Para quem planeia trabalhar, estudar ou estabelecer residência temporária no Chile. Exige oferta de trabalho ou matrícula numa instituição chilena, com pedido prévio.

Visto de residência permanente

Indefinida, sujeita à renovação do cartão de residência

Para quem teve um visto de residência temporária durante um período determinado e quer obter residência permanente no Chile.

Informações importantes de viagem

Cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias; confirme o prazo na entrada.

O Chile é considerado um dos países mais seguros da América do Sul, mas mantenha as precauções habituais, sobretudo em zonas movimentadas.

O país estende-se por mais de 4.000 km, por isso os voos internos são comuns e recomendados para longas distâncias (por exemplo, de Santiago a Punta Arenas).

Guia de viagem

O Chile é o país geograficamente mais extremo da Terra — uma faixa de 4.300 km de comprimento, nunca com mais de 180 km de largura, espremida entre os Andes e o Pacífico, do deserto mais seco do planeta aos glaciares da Patagónia. O Deserto do Atacama, no norte, é tão seco que a NASA o usa para testar sondas para Marte — mas também tem os céus noturnos mais limpos da Terra (o Chile acolhe os telescópios mais poderosos do mundo: o ALMA e o VLT), salinas pontilhadas de flamingos, os géiseres de El Tatio a romper na madrugada a 4.300 m de altitude e as paisagens surreais do Valle de la Luna. Santiago é uma capital moderna e cosmopolita, rodeada de Andes nevados — restaurantes de classe mundial (o Boragó figura entre os melhores do mundo), cerveja artesanal, arte de rua em Bellavista e esqui em Valle Nevado ou Portillo a uma hora. Valparaíso, a cidade portuária e Património Mundial da UNESCO, escorre por 42 cerros (colinas) ligados por funiculares antigos — arte de rua em cada superfície, cultura boémia e a casa de Pablo Neruda, La Sebastiana. A zona vinícola do Vale Central (Maipo, Colchagua, Casablanca) produz Carménère de classe mundial (a casta-símbolo, resgatada da quase extinção) e Cabernet Sauvignon, com vista para os Andes a partir de cada vinha. A Patagónia, no sul, é a última fronteira: o Parque Nacional Torres del Paine, com as suas torres de granito, glaciares e guanacos, é um dos grandes destinos de trekking do mundo (o W Trek, 5 dias). A Carretera Austral é uma estrada de gravilha de 1.200 km por fiordes, floresta e vulcões — uma das grandes viagens de carro do planeta. A Ilha de Páscoa (Rapa Nui), a 3.700 km da costa, no Pacífico, tem quase 900 estátuas moai e uma das culturas mais isoladas da Terra.

Formas de explorar este destino

Deserto do Atacama e observação de estrelas

O Atacama é o deserto não polar mais seco da Terra — tão seco que a NASA testa aqui sondas para Marte. San Pedro de Atacama é a base: o Valle de la Luna (paisagens lunares ao pôr do sol), a salina do Atacama com flamingos, os géiseres de El Tatio a romper na madrugada a 4.300 m e as lagoas altiplânicas a mais de 4.000 m. À noite, o Atacama dá os céus mais limpos do planeta — o Chile acolhe o ALMA e o Very Large Telescope, e as visitas astronómicas mostram a Via Láctea e o Cruzeiro do Sul com uma nitidez impossível noutro lado.

Patagónia e Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine é um dos grandes destinos de natureza selvagem do mundo: as três torres de granito (Las Torres), o Glaciar Grey, o Vale Francês, guanacos a pastar e condores nas correntes de ar. O W Trek (5 dias, 80 km) é a rota clássica; o Circuito O (8 a 10 dias) rodeia todo o maciço. Reserve os refúgios com meses de antecedência para a alta época (dezembro a março). A Carretera Austral — 1.200 km de gravilha de Puerto Montt a Villa O'Higgins, por fiordes, glaciares suspensos e rios turquesa — é uma das grandes viagens de carro do mundo.

Zona vinícola

As regiões vinícolas do Vale Central do Chile ficam entre os Andes e a cordilheira da costa, criando microclimas que produzem vinhos excecionais. A Carménère é a casta-símbolo do Chile — resgatada da quase extinção, depois de décadas confundida com a Merlot, dá hoje tintos ricos e especiados, únicos do Chile. O Vale do Maipo (o mais perto de Santiago, célebre Cabernet Sauvignon), o Vale de Colchagua (tintos premium), o Vale de Casablanca (brancos de clima fresco) e as regiões emergentes de Itata e Bío Bío, com vinhos naturais de vinha velha da casta País. Muitas adegas têm restaurantes com vista para os Andes.

Ilha de Páscoa (Rapa Nui)

A Ilha de Páscoa (Rapa Nui) fica a 3.700 km da costa chilena, no Pacífico — um dos lugares habitados mais remotos da Terra. Quase 900 estátuas moai (esculpidas entre 1250 e 1500 d.C. em rocha vulcânica, com até 82 toneladas) pontilham a ilha, com mais drama em Ahu Tongariki (15 moai em fila contra o nascer do sol) e na pedreira de Rano Raraku. A cultura, a língua e o festival Tapati de Rapa Nui são distintos do Chile continental. A ilha é pequena, e percorre-se de bicicleta ou carro em poucos dias. A LATAM voa diariamente de Santiago (5h30).

Cidades e cultura

Santiago é moderna, segura e emoldurada pelos Andes: o Mercado Central para o marisco, Bellavista para a arte de rua e a vida noturna, o Barrio Lastarria para cafés e livrarias, o Cerro San Cristóbal para vistas panorâmicas e o restaurante Boragó. Valparaíso (UNESCO) escorre por 42 colinas ligadas por funiculares — cada superfície coberta de arte de rua, cultura boémia, a casa La Sebastiana de Pablo Neruda e marisco fresco no mercado do porto. A ilha de Chiloé tem casas palafita sobre estacas, igrejas de madeira da UNESCO e uma mitologia única de bruxas e barcos-fantasma.

Trekking e aventura

Para além de Torres del Paine: o circuito Dientes de Navarino (o trekking mais a sul do mundo, perto do Cabo Horn), a subida ao vulcão Villarrica (6 horas até espreitar um lago de lava ativo, perto de Pucón), o Vale de Cochamó (o «Yosemite chileno», com paredes de granito e floresta antiga) e os passeios a cavalo de vários dias pelos Andes, com os arrieros (vaqueiros chilenos). Pucón, na Região dos Lagos, é o polo de aventura do Chile: rafting, caiaque, termas e esqui de vulcão. O Atacama oferece sandboard, BTT e trekking de altitude.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
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Peso chileno (CLP)

Código da moeda: CLP

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o peso chileno (CLP)

A moeda do Chile é o peso chileno (CLP). Os valores têm muitos zeros — um café ou um almoço somam vários milhares de pesos —, mas as contas são simples assim que se ganha o hábito; confirme a taxa atual antes de viajar. Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. Troque em bancos ou casas de câmbio licenciadas, ou saque num multibanco à chegada. Evite trocar em hotéis, onde a taxa costuma ser 5 a 8% pior. O dólar americano é a moeda mais fácil de trocar (dá melhor taxa do que outras), mas não se usa para pagar — só para trocar.

Excelente rede de multibancos (Redbanc) em todo o país

O Chile tem uma das melhores redes de multibancos da América do Sul. Os caixas da rede Redbanc (no Banco de Chile, Santander, BCI, Scotiabank) e os ServiEstado encontram-se por toda Santiago, nas grandes cidades e na maioria das vilas turísticas, incluindo o Atacama, Puerto Varas, Pucón e Puerto Natales. Na Patagónia (zona de Torres del Paine), há multibancos em Puerto Natales — abasteça-se de dinheiro antes de entrar no parque, onde não há caixas. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em pesos.

Muito favorável ao cartão — e o pagamento por aproximação cresce

O Chile é um dos países mais favoráveis ao cartão da América Latina. Visa e Mastercard são aceites na grande maioria dos restaurantes, lojas e hotéis, e a rede local Transbank/Redcompra é omnipresente nas cidades. O Apple Pay e o Google Pay funcionam num número crescente de terminais modernos em Santiago, sobretudo em centros comerciais, supermercados (Jumbo, Lider) e estabelecimentos mais tecnológicos. Na Patagónia rural e em zonas remotas, leve dinheiro (CLP) como reserva, pois a cobertura de cartão é menos fiável.

Destino de gama média e gorjeta de 10%

O Chile é mais caro do que a maioria dos seus vizinhos sul-americanos, mas continua acessível para os padrões europeus. Um albergue económico em Santiago, um «almuerzo del día» ou um jantar de gama média ficam bem abaixo dos preços da Europa, enquanto a Patagónia é bastante mais cara do que o norte do país. A gorjeta nos restaurantes é prática habitual: 10% quando o serviço não está incluído na conta (alguns somam 10% automaticamente — confira). Em bares e táxis, arredondar é apreciado, mas não obrigatório; para guias, cerca de 5.000 a 10.000 CLP por pessoa e por dia é adequado. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro