Cabo Verde
Código Telefônico
+238
Capital
Praia
População
590.000
Nome Nativo
Cabo Verde
Região
África
África Ocidental
Fuso Horário
Cape Verde Time
UTC-01:00
Nesta página
Cabo Verde é um arquipélago atlântico de dez ilhas vulcânicas ao largo da costa da África Ocidental, conhecido pelo sol o ano inteiro, pelas paisagens vulcânicas, pelas praias e pela vibrante música cabo-verdiana (morna e coladeira). Praia, na ilha de Santiago, é a capital. Os visitantes se encantam com as praias e os esportes náuticos da ilha do Sal, as dunas e as tartarugas-marinhas da Boa Vista, as trilhas dramáticas de Santo Antão, o vulcão ativo do Fogo, a cena musical de Mindelo (São Vicente) e a cultura crioula que mistura raízes africanas e portuguesas. Para o viajante brasileiro e português, há um laço especial: Cabo Verde é um país de língua portuguesa e membro da CPLP, o que aproxima a língua, a música e a hospitalidade. As condições para windsurf, kitesurf e descanso na praia estão entre as melhores do Atlântico.
Regras de entrada em Cabo Verde
Cabo Verde adotou um sistema simplificado: em vez de visto, a maioria dos visitantes faz apenas o pré-registro on-line no sistema EASE (ease.gov.cv), obrigatório e concluído em até 5 dias antes da partida, com o pagamento de uma taxa de segurança aeroportuária (cerca de € 30). O registro gera um código de confirmação para apresentar no check-in e na imigração. Cidadãos da União Europeia — entre eles os PORTUGUESES — e dos países da CPLP, comunidade da qual o BRASIL faz parte, costumam entrar SEM visto, cumprindo apenas o EASE e a taxa. Importante: em 2026 Cabo Verde atualizou as regras de visto para nacionais de alguns países; confirme o requisito atual para o seu passaporte no portal oficial (ease.gov.cv) antes de viajar. O passaporte deve ter validade de pelo menos seis meses além da saída, com páginas em branco. Cidadãos da CEDEAO entram sem visto por até 30 dias (o EASE continua obrigatório).
Tipos de visto comuns
Pré-registro EASE + entrada simplificada
Para a maioria dos turistas, incluindo brasileiros e portugueses, que em geral entram sem visto. Faça o pré-registro on-line no EASE antes de viajar, pague a taxa de segurança e receba o código de confirmação para apresentar na chegada.
Entrada sem visto (CEDEAO)
Para cidadãos dos países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em turismo, negócios ou visita.
Visto de longa duração
Para estadas acima do período turístico — trabalho, estudo, residência ou turismo prolongado nas ilhas. Solicitado numa embaixada de Cabo Verde antes da viagem.
Informações importantes para viajar a Cabo Verde
Guia de viagem
Cabo Verde são dez ilhas vulcânicas no meio do Atlântico, a cerca de seiscentos quilômetros da costa da África Ocidental, e cada ilha é como um país em miniatura. Sal e Boa Vista são as ilhas-resort — planas, ensolaradas, orladas de areia dourada e varridas pelos ventos alísios que as tornam dois dos melhores destinos do mundo para kitesurf e windsurf; as tartarugas-cabeçudas desovam nas praias remotas da Boa Vista de julho a outubro. Santo Antão, alcançada de balsa a partir de São Vicente, é uma ilha-montanha de gargantas vertiginosas, vales em socalcos, floresta de nuvens e antigas calçadas de pedra — um dos melhores destinos de caminhada de toda a Macaronésia. O Fogo é dominado pelo cone simétrico do Pico do Fogo (2 829 metros), um vulcão ativo cuja última erupção, em 2014-2015, soterrou parte da aldeia de Chã das Caldeiras, dentro da cratera — os moradores voltaram, reconstruíram e ainda cultivam vinho, café e maçãs no solo vulcânico a 1 700 metros de altitude. São Vicente e a capital, Mindelo, são o coração cultural do arquipélago: morna em cada bar à beira-mar, o espírito de Cesária Évora no ar, um Carnaval em fevereiro que rivaliza com qualquer um do Brasil na intimidade e uma vida noturna cosmopolita que atrai músicos de todo o mundo lusófono. Santiago, a maior ilha, é a de caráter mais africano — a Cidade Velha (Patrimônio da UNESCO), primeiro povoamento europeu permanente nos trópicos, fica a quinze minutos da capital, Praia. A cultura crioula que costura tudo isso — a sodade, a cachupa, a língua crioula que não é nem portuguesa nem africana, mas algo inteiramente próprio — é o que fica com o visitante muito depois de o bronzeado desaparecer.
Formas de explorar este destino
A praia de Santa Maria, no Sal, estende dois quilômetros de areia dourada com escolas de kitesurf, operadoras de esportes náuticos e restaurantes à beira-mar; Ponta Preta e a Kite Beach oferecem condições de classe mundial, com ventos alísios constantes de 15 a 25 nós. As salinas de Pedra de Lume, dentro de uma cratera vulcânica, deixam você flutuar numa salmoura mais densa que a do Mar Morto. A Boa Vista tem praias mais longas e vazias — Praia de Chaves e Santa Mónica —, onde as tartarugas-cabeçudas desovam de julho a outubro; excursões noturnas guiadas observam a postura dos ovos sob protocolos de conservação.
Santo Antão oferece o melhor trekking de Cabo Verde e um dos melhores dos arquipélagos da Macaronésia. O Vale do Paul desce por socalcos de cana-de-açúcar, bananais e destilarias de grogue (a aguardente local). A cratera da Cova — uma antiga caldeira virada mosaico agrícola — marca o início de trilhas que descem a Ribeira Grande por antigas calçadas de pedra. Ponta do Sol liga-se a Fontainhas, um vilarejo agarrado às falésias acima do Atlântico, um dos povoados mais fotografados de Cabo Verde. Caminhadas de três a sete horas, guia recomendado. Acesso por balsa de uma hora a partir de Mindelo.
O Pico do Fogo (2 829 metros) é um estratovulcão ativo cujo cone quase perfeito domina a ilha. A subida de cinco a seis horas (ida e volta, com guia obrigatório) cruza uma paisagem lunar de fluxos de lava e escória até a borda da cratera, com vistas de todo o arquipélago. Dentro da caldeira, a aldeia de Chã das Caldeiras foi parcialmente soterrada pela erupção de 2014-2015 — os moradores voltaram para reconstruir entre a lava e seguem cultivando uvas, café e maçãs a 1 700 metros. O vinho do Fogo, produzido em quantidades mínimas neste vinhedo de outro mundo, é um dos mais raros e singulares do Atlântico.
Mindelo, em São Vicente, é o berço da sodade — a saudade cabo-verdiana expressa pela morna, levada ao mundo por Cesária Évora (a morna é Patrimônio Imaterial da UNESCO desde 2019). Bares como o Café Musique e a Casa da Morna têm música ao vivo todas as noites: morna, coladeira, funaná e batuque. O Carnaval de Mindelo (fevereiro-março) é a festa mais espetacular do arquipélago — blocos fantasiados, percussão e dança por ruas que parecem um Rio de bolso. A música não é uma apresentação para turistas em Cabo Verde — é o tecido social.
Santiago é a maior, a mais povoada e a de caráter mais africano das ilhas. A Cidade Velha (Patrimônio Mundial da UNESCO), a quinze minutos de Praia, foi o primeiro povoamento europeu permanente nos trópicos (1462) e um importante entreposto histórico do Atlântico — o pelourinho, a Fortaleza Real de São Filipe e a igreja de Nossa Senhora do Rosário guardam essa memória. O Mercado de Sucupira, em Praia, transborda tecidos, especiarias e música. O batuque — canto e dança percussivos das mulheres de Santiago — é uma expressão cultural que segue vibrantemente viva.
Dinheiro e moeda
Escudo cabo-verdiano (CVE)
Código da moeda: CVE
Dicas práticas sobre dinheiro
Escudo cabo-verdiano (CVE) — atrelado ao euro
A moeda de Cabo Verde é o escudo cabo-verdiano (CVE), atrelado ao euro à taxa fixa de 1 euro = 110,265 escudos, o que torna a conversão bem simples. O euro é amplamente aceito nas áreas turísticas, sobretudo no Sal e na Boa Vista, mas o troco costuma vir em escudos e com câmbio um pouco menos favorável — para o melhor valor, pague em CVE ou no cartão. Troque euros nos bancos das cidades maiores, como a Caixa Económica de Cabo Verde e o Banco Comercial do Atlântico, em Praia, Mindelo e Santa Maria; evite os balcões de aeroporto e os hotéis, de taxas piores. Para o viajante brasileiro, o euro é a moeda mais prática de levar (o real não circula lá); lembre-se do IOF sobre compras e saques internacionais.
Caixas eletrônicos nas ilhas principais
Há caixas eletrônicos nas cidades principais de cada ilha povoada — sobretudo em Praia (Santiago), Mindelo (São Vicente), Santa Maria (Sal) e Sal Rei (Boa Vista) —, e eles aceitam Visa e Mastercard internacionais. Atenção: os caixas podem ficar com pouco dinheiro nos fins de semana, e as ilhas menores e áreas remotas têm cobertura limitada ou nula. Saque escudos suficientes antes de seguir para ilhas ou regiões menos desenvolvidas. Ao sacar, escolha sempre cobrar em escudos (recuse a conversão para a sua moeda) para evitar o ágio da conversão dinâmica.
Cartões nas áreas turísticas; dinheiro para o resto
Os cartões são aceitos em resorts, hotéis, restaurantes maiores e estabelecimentos voltados ao turismo, sobretudo no Sal e na Boa Vista; o Visa é o mais aceito, seguido do Mastercard, e o pagamento por aproximação (contactless) cresce nos pontos turísticos. Já lojas pequenas, restaurantes locais, mercados e táxis funcionam com dinheiro, então tenha sempre escudos em espécie para os gastos do dia a dia fora das zonas de resort. Para cartões brasileiros, avise seu banco antes da viagem e some o IOF sobre saques e operações internacionais ao orçamento.
Quanto custa e gorjeta
Cabo Verde tem preços moderados para um destino insular. Estimativas: viajantes econômicos se viram com € 40 a € 60 por dia; na faixa média, de € 80 a € 150 diários já se tem hotéis confortáveis e bons restaurantes; os resorts com tudo incluído no Sal e na Boa Vista podem passar de € 200 por dia. Comida local e transporte são baratos; os produtos importados custam mais. Gorjeta é apreciada, mas não obrigatória: em restaurantes, arredonde ou deixe de 5% a 10% (verifique se a taxa de serviço já vem incluída); carregadores de hotel, de 100 a 200 escudos por mala; guias de turismo, de 500 a 1 000 escudos por dia.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.