Bélgica
Código Telefônico
+32
Capital
Brussels
População
11,6 milhões
Nome Nativo
België
Região
Europa
Europa Ocidental
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Bélgica é um país da Europa Ocidental e membro fundador da União Europeia, conhecido pelas cidades medievais, pela arquitetura renascentista, por sediar a UE e a OTAN e pelo chocolate, pela cerveja e pelos waffles. Bruxelas, capital de fato da UE, reúne a Grand-Place, o Atomium e o Parlamento Europeu. Atraem o visitante os canais de Bruges, a arquitetura medieval de Gante, o bairro dos diamantes de Antuérpia, os campos de memória da Primeira Guerra em Flandres e as florestas das Ardenas. Como integrante do Espaço Schengen, a Bélgica oferece entrada simplificada a muitos viajantes internacionais.
Regras de entrada e visto para a Bélgica
A Bélgica integra o Espaço Schengen. Brasileiros entram sem visto para turismo ou negócios por até 90 dias dentro de cada período de 180 dias, válidos para toda a área Schengen. A União Europeia está implementando a ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem para visitantes isentos de visto, como os brasileiros — não é um visto e funciona de forma semelhante ao ESTA dos Estados Unidos; verifique se você precisará dela e faça o pedido no portal oficial antes de viajar. Portugueses, como cidadãos da União Europeia, entram apenas com documento de identidade e podem morar e trabalhar no país sem restrição de prazo. As nacionalidades que precisam de visto solicitam o visto Schengen de curta duração (tipo C) em um consulado belga, com formulário, foto, itinerário, comprovação de hospedagem, seguro-viagem (cobertura mínima de € 30 000) e comprovação de recursos; estadias acima de 90 dias exigem o visto nacional (tipo D).
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (Schengen)
Para turismo, negócios, conferências e visitas a família. Brasileiros e cidadãos de outras nacionalidades isentas entram sem visto; a ETIAS (autorização eletrônica, não um visto) deve ser verificada antes da viagem.
Visto Schengen (tipo C)
Para estadias curtas — turismo, negócios, eventos culturais — de nacionalidades que precisam de visto. Solicitado no consulado belga, com seguro-viagem e comprovações.
Visto nacional (tipo D)
Para estadias acima de 90 dias — trabalho, estudo, reunificação familiar ou residência na Bélgica. Exige documentação específica e conduz à autorização de residência.
Cartão Azul da UE
Para profissionais altamente qualificados com oferta de emprego na Bélgica que atendam aos limites de salário e qualificação.
Informações importantes para viajar à Bélgica
A Bélgica desafia as expectativas. Um dos menores países da Europa, concentra mais sítios do Patrimônio Mundial por quilômetro quadrado do que quase qualquer outro lugar — e cada um se justifica: a Grand-Place de Bruxelas, os canais medievais de Bruges, os beguinários flamengos espalhados pelo interior e a Catedral de São Bavão, em Gante, que guarda a Adoração do Cordeiro Místico, de Jan van Eyck. Bruxelas funciona ao mesmo tempo como capital política da Europa (Comissão Europeia, Parlamento Europeu, sede da OTAN) e como cidade genuinamente cosmopolita, com uma das maiores densidades de bons restaurantes do continente. No plano prático, a Bélgica recompensa quem viaja com eficiência: Bruges, Gante, Bruxelas e Antuérpia ligam-se por trem em menos de 90 minutos, e o Eurostar de Londres chega a Bruxelas em menos de duas horas. A cultura gastronômica belga tem dois grandes nomes — o chocolate (a praline foi criada aqui em 1912 por Jean Neuhaus) e a cerveja (mais de 1 500 variedades, patrimônio imaterial da UNESCO, incluindo as trapistas vendidas só no portão da abadia) —, mas a densidade de estrelas Michelin e a qualidade do dia a dia colocam a Bélgica entre os melhores destinos gastronômicos da Europa. Visite no fim da primavera (abril a junho) ou no início do outono; os mercados de Natal de Bruges e Bruxelas estão entre os mais bonitos do continente.
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Formas de explorar este destino
Bruges, Gante, Bruxelas e Antuérpia, cada uma com caráter próprio e a curta distância de trem. Bruges é a cidade medieval mais bem preservada do norte da Europa; Gante guarda o retábulo de Van Eyck; Antuérpia é a capital mundial do diamante e cidade da moda, com a Casa de Rubens.
Mais de 1 500 cervejas — trapistas (incluindo a rara Westvleteren, vendida só na abadia), lambic, kriek, gueuze — formam um patrimônio imaterial da UNESCO. Some o chocolate, os waffles, o moules-frites e uma das cozinhas mais estreladas da Europa.
Bruxelas sedia a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o Conselho da UE e a OTAN. O Parlamentarium é um museu gratuito e interativo sobre a história da UE. Essencial para quem atua em assuntos internacionais, diplomacia ou políticas públicas.
Flandres reúne a maior concentração de memoriais da Primeira Guerra fora da França: o cemitério de Tyne Cot, o Portão de Menin em Ypres com o Last Post diário às 20h, Langemark e Polygon Wood. O Museu In Flanders Fields está entre os melhores da Europa no tema.
As florestas densas do sul oferecem caiaque no Ourthe e no Lesse, as cavernas de Han-sur-Lesse e caminhadas nas Hautes Fagnes. As pequenas Durbuy e La Roche-en-Ardenne estão entre os vilarejos mais atmosféricos da Bélgica.
Dinheiro e moeda
Euro (EUR)
Código da moeda: EUR
Dicas práticas sobre dinheiro
Euro — um dos países mais favoráveis a cartão da Europa
A Bélgica usa o euro (EUR, €). Quem vem da zona do euro não precisa trocar dinheiro. O país está entre os de maior índice de pagamentos sem dinheiro vivo da Europa — o Bancontact (sistema de débito belga) é o meio dominante, aceito praticamente em toda parte, e os grandes cartões internacionais (Visa, Mastercard, Amex) também são amplamente aceitos. Quem chega com outras moedas pode trocá-las em bancos ou casas de câmbio nas cidades.
Caixas eletrônicos por toda parte; cartões internacionais funcionam bem
Há muitos caixas eletrônicos em todas as cidades belgas e áreas turísticas — Bruxelas, Bruges, Gante, Antuérpia e Liège. Os principais bancos são BNP Paribas Fortis, ING, KBC e Belfius. Cartões Visa e Mastercard internacionais funcionam em praticamente todos os caixas, em geral sem tarifa do banco belga (embora o seu banco no Brasil possa cobrar tarifa de saque internacional). Em vilarejos menores, a cobertura de caixas diminui, mas a aceitação de cartão continua alta.
Aproximação e carteira digital muito aceitas
O pagamento por aproximação é padrão em toda a Bélgica, e Apple Pay e Google Pay são amplamente aceitos — o mesmo cartão que você tem no celular no Brasil funciona nos terminais modernos. O app local Payconiq by Bancontact domina entre os belgas, mas os meios internacionais funcionam na maioria dos pontos. Alguns pequenos comércios artesanais, friteries (lojas de batata frita) e barracas de waffle, sobretudo em feiras de vila, ainda trabalham só com dinheiro. Para o viajante brasileiro, lembre-se de que compras e saques internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota vigente com o seu banco.
Preços da Europa Ocidental — Bruges e Bruxelas um pouco acima
A Bélgica tem preços parecidos com os da Alemanha e da França. Refeição em restaurante de padrão médio: € 15 a 35 por pessoa. Cerveja belga num café tradicional (estaminet): € 3 a 6. Moules-frites em Bruges ou Bruxelas: € 20 a 30. Waffle de barraca: € 2 a 5. Quem viaja econômico se vira com € 60 a 80 por dia (hostel, comida local, transporte público). Mantenha € 20 a 30 em espécie para pequenos vendedores, feiras e comida de rua.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.