Argentina
Código Telefônico
+54
Capital
Buenos Aires
População
46 milhões
Nome Nativo
Argentina
Região
Américas
América do Sul
Fusos Horários
Argentina Time
UTC-03:00
+11 more
Nesta página
A Argentina é o segundo maior país da América do Sul, estendendo-se do norte subtropical à Patagónia glaciar, no sul. Buenos Aires, a capital cosmopolita, oferece arquitetura de estilo europeu, gastronomia de classe mundial, a cultura do tango e bairros vibrantes como Palermo e San Telmo. O viajante é atraído pelas Cataratas do Iguaçu (um dos maiores sistemas de quedas de água do mundo), pelas regiões vinícolas de Mendoza, pelos glaciares da Patagónia (incluindo o Perito Moreno), por Ushuaia (a cidade mais a sul do mundo) e pelos Andes. Para o viajante lusófono, a entrada é simples: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias.
Vistos e regras de entrada na Argentina
A Argentina permite a entrada sem visto a cidadãos do Brasil, de Portugal, da UE e da maioria dos países americanos e europeus, para estadias de turismo ou negócios de até 90 dias. Os brasileiros, por serem do Mercosul, podem mesmo entrar com o documento de identidade, embora se recomende o passaporte. O carimbo de entrada é dado nos aeroportos e nas fronteiras terrestres, e a estadia pode ser prorrogada uma vez, por mais 90 dias, junto da Direção Nacional de Migrações. Algumas nacionalidades lusófonas (Angola, Moçambique, Cabo Verde) costumam precisar de visto consular prévio — confirme as condições para o seu passaporte. Quem precisa de visto deve pedi-lo numa embaixada ou consulado argentino, com formulário, fotografias, prova de alojamento, bilhete de regresso e meios financeiros. Para trabalho ou residência, aplica-se um regime próprio, pedido com antecedência.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto
Para turismo, reuniões de negócios, conferências e visitas curtas de cidadãos de países elegíveis, incluindo o Brasil, Portugal e a UE. Sem pedido prévio: o carimbo é dado na entrada (os brasileiros podem usar o documento de identidade do Mercosul).
Visto de turista
Para turismo e lazer de nacionais de países que precisam de visto para a Argentina. Pede-se num consulado argentino, com a documentação de suporte da viagem.
Visto de negócios
Para reuniões comerciais, conferências, missões e atividades de desenvolvimento de negócios que exijam visto. Pode requerer carta-convite da entidade anfitriã.
Visto de trabalho / residência
Para emprego na Argentina, com oferta de um empregador argentino, ou para estabelecer atividade. Exige pedido prévio e documentação específica.
Informações importantes de viagem
Guia de viagem
A Argentina estende-se por 3.500 km, das selvas subtropicais do norte aos glaciares da Patagónia — um dos países geograficamente mais dramáticos da Terra, e dos mais recompensadores para viajar. Buenos Aires é o coração: uma cidade que parece Paris transplantada para a América do Sul, com avenidas largas, edifícios Beaux-Arts ornamentados, churrascarias de classe mundial onde um grosso bife de chorizo é uma pechincha, e o tango dançado nas milongas de San Telmo até de madrugada. As casas de chapa coloridas do Caminito, em La Boca, as avenidas elegantes de Recoleta (o túmulo de Evita Perón, no famoso cemitério) e a cena de restaurantes e bares de Palermo dão a cada bairro a sua personalidade. As Cataratas do Iguaçu, na fronteira com o Brasil, são um dos grandes espetáculos naturais do planeta: 275 quedas espalhadas por 2,7 km, com a estrondosa Garganta do Diabo e a sua queda de 80 metros. A Patagónia é a última fronteira selvagem: o Glaciar Perito Moreno, perto de El Calafate (um dos poucos glaciares em avanço do mundo, a soltar icebergs com um som de canhão), o maciço do Fitz Roy, em El Chaltén (a capital do trekking da Argentina), a observação de baleias na Península Valdés (baleias-francas-austrais de junho a dezembro), as colónias de pinguins de Punta Tombo e Ushuaia, no fim do mundo — porta para a Antártida. Mendoza produz o melhor Malbec do mundo, em mais de 1.200 adegas, com os Andes nevados como pano de fundo. A Quebrada de Humahuaca (UNESCO), no noroeste, impressiona com o seu Cerro de Sete Cores e a herança pré-colombiana. E o tango argentino — nascido nas docas de Buenos Aires e hoje Património Cultural Imaterial da UNESCO — dança-se em milongas por todo o país.
Formas de explorar este destino
As Cataratas do Iguaçu (275 quedas em 2,7 km, Património Mundial da UNESCO) são um dos sistemas de quedas de água mais poderosos do mundo — só a Garganta do Diabo despenha-se 80 metros. O Glaciar Perito Moreno, perto de El Calafate, é uma parede de gelo de 5 km de largura e 60 m de altura, que solta icebergs no Lago Argentino com um estrondo de trovão. A Península Valdés (UNESCO) é um dos melhores sítios do mundo para ver a baleia-franca-austral (junho a dezembro), além de orcas, elefantes-marinhos e pinguins. A Quebrada de Humahuaca (UNESCO) deslumbra com o seu Cerro de Sete Cores.
O tango argentino nasceu nos bairros portuários de Buenos Aires no fim do século XIX e é hoje Património Cultural Imaterial da UNESCO. As milongas (salões de tango) de San Telmo e La Boca abrem até de madrugada — para dançarinos sérios e para quem dá a primeira aula. O mercado de antiguidades de domingo, na Plaza Dorrego, é uma instituição. O Teatro Colón é uma das melhores casas de ópera do mundo. O MALBA mostra a arte moderna latino-americana, e o Cemitério da Recoleta — onde Evita descansa — é uma galeria ao ar livre de mausoléus de mármore.
O asado (churrasco) não é só comida na Argentina — é um ritual social, uma instituição de domingo e o centro da identidade nacional. Um grosso bife de chorizo ou uma entraña grelhados sobre brasas de lenha numa parrilla rivalizam com as melhores churrascarias do mundo. As empanadas variam por região — as de Salta são a referência. Mendoza é a capital mundial do Malbec: mais de 1.200 adegas nas rotas de Luján de Cuyo, do Valle de Uco e de Maipú, com vista para os Andes nevados de cada sala de prova. O Torrontés branco, de Salta e Cafayate, é a assinatura aromática da Argentina.
El Chaltén é a capital do trekking da Argentina: os maciços do Fitz Roy e do Cerro Torre oferecem caminhadas de um dia de classe mundial, sem necessidade de licença — a trilha da Laguna de los Tres dá uma das vistas mais icónicas da Patagónia. A caminhada sobre o gelo do Perito Moreno, com crampons, é uma experiência de lista de desejos. Ushuaia (a cidade mais a sul do mundo) fica no Canal de Beagle e é o ponto de partida das expedições à Antártida. A Ruta 40 corre mais de 5.000 km ao longo dos Andes. A Região dos Lagos, à volta de Bariloche, oferece caminhadas, caiaque e esqui (Cerro Catedral, de junho a outubro).
Buenos Aires é uma cidade de bairros, cada um com a sua alma: Palermo (restaurantes, parques, lojas, vida noturna), San Telmo (tango, antiguidades, calçada), La Boca (as casas coloridas do Caminito, o futebol do Boca Juniors), Recoleta (avenidas elegantes, o cemitério, galerias), Puerto Madero (a marginal moderna). Para além de Buenos Aires: Salta «la Linda» tem arquitetura colonial, peñas (casas de música folclórica) e o espetacular Comboio das Nuvens; Córdoba é uma cidade universitária com serras; e Bariloche, na Região dos Lagos, é a «Suíça argentina» — chocolatarias, cenário alpino e cerveja artesanal.
A Quebrada de Humahuaca (UNESCO) é um dramático cânion desértico, com o Cerro de Sete Cores em Purmamarca, as ruínas pré-colombianas do Pucará de Tilcara e igrejas coloniais em Humahuaca. A salina das Salinas Grandes, a 3.450 m de altitude, cintila de branco contra um céu impossivelmente azul. Salta e Jujuy servem de base para explorar esta região de tradições andinas, herança espanhola e geologia espetacular. O Tren a las Nubes (Comboio das Nuvens) sobe a 4.220 m por viadutos de cortar a respiração. Cafayate, nos Vales Calchaquíes, produz Torrontés entre cânions de rocha vermelha.
Dinheiro e moeda
Peso argentino (ARS)
Código da moeda: ARS
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda local: o peso argentino (ARS)
A moeda legal é o peso argentino (ARS). A Argentina teve durante anos forte inflação e um mercado paralelo de câmbio — o famoso «dólar blue», que chegou a valer muito acima da taxa oficial. Depois das reformas recentes e do fim dos controlos cambiais, as taxas oficial, paralela e MEP praticamente convergiram, e a vantagem de trocar no paralelo deixou de ser relevante. Como é uma economia que muda depressa, confirme a situação atual antes de viajar. Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros; o dólar americano continua a ser a moeda mais fácil de trocar e uma boa reserva.
O cartão passou a dar uma taxa justa
Visa e Mastercard são muito aceites em Buenos Aires, Mendoza, na Patagónia e nas zonas turísticas. Durante a era do «dólar blue», pagar com cartão estrangeiro era desvantajoso; hoje, com a convergência das taxas, o cartão internacional passou a dar uma taxa justa, próxima da do dinheiro — o que torna muito mais simples viajar só com cartão. O Apple Pay e o Google Pay funcionam onde há terminais sem contacto. O Mercado Pago (a carteira digital dominante na Argentina) é omnipresente entre locais, mas exige uma conta argentina.
Multibancos: práticos, mas com tarifas
Os multibancos (redes Banelco e Link) são abundantes em Buenos Aires e nas grandes cidades. As tarifas de saque para cartões estrangeiros costumam ser altas e os limites por transação são baixos, por isso compensa levantar valores maiores de cada vez e usar um cartão multimoeda (Wise, Revolut) para reduzir o impacto. Na Patagónia, no Iguaçu e no norte do país, a disponibilidade de caixas diminui bastante nas vilas mais pequenas — abasteça-se de dinheiro nas cidades. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em pesos.
Algum dinheiro em dólares como reserva
Mesmo com a normalização das taxas, levar algumas notas de dólar (de preferência de 100, em bom estado) continua a ser uma reserva útil — para emergências, para zonas remotas e para os poucos sítios onde o cartão não funciona. As notas devem estar impecáveis (sem rasgões nem marcas), pois as danificadas são recusadas. A Argentina continua a ser um bom destino em conta-valor para o visitante, sobretudo na comida, no vinho e no alojamento. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.